Ifal apresenta jogos científicos e PescApp durante o “PELD é Comunidade” em Paripueira
O Instituto Federal de Alagoas (Ifal), por meio do Campus Benedito Bentes, participou da ação “PELD é Comunidade”, realizada na Escola Municipal Maria das Graças de Andrade Castro, em Paripueira, no Litoral Norte de Alagoas. A iniciativa aproximou estudantes da ciência por meio de jogos educativos, tecnologias digitais, atividades práticas e do PescApp, aplicativo desenvolvido para auxiliar no monitoramento participativo da pesca artesanal.
A participação do Campus Benedito Bentes foi coordenada pela professora Jordana Rangely Almeida Santos de Oliveira, doutora em Diversidade e Conservação nos Trópicos. Ela integra a equipe do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração, o PELD, juntamente com os professores Diego da Guia e Ricardo Ribeiro.

Estudantes do Ensino Médio e da graduação envolvidos nos programas PIBID Interdisciplinar, PIBIC, PIBITI e em projetos de extensão também participaram da programação. Os alunos fazem parte do Núcleo de Estudos sobre Organizações, Gestão, Empreendedorismo, Tecnologia e Qualidade, o NeoGetq/Ifal, e conduziram atividades voltadas à divulgação científica e à promoção da cultura oceânica.
Sob a orientação da professora Jordana Rangely, o grupo utilizou recursos lúdicos e experimentais para apresentar conteúdos relacionados à biodiversidade marinha, à conservação dos oceanos e às Ciências da Natureza. A proposta foi transformar conceitos científicos em experiências acessíveis, atrativas e conectadas à realidade das crianças e dos adolescentes de Paripueira.

Pescaria Científica aproxima estudantes da biodiversidade marinha
Entre as atividades que mais despertaram a atenção do público esteve a Pescaria Científica, jogo educativo no qual os participantes “pescavam” representações de organismos marinhos e, posteriormente, realizavam a classificação dos exemplares em diferentes filos zoológicos, como Porifera, Cnidaria, Mollusca e Chordata.
A dinâmica apresentou conteúdos de Zoologia de maneira interativa, favorecendo a participação dos estudantes e ampliando o interesse pela diversidade de espécies existentes nos ambientes costeiros e marinhos.
Além do aprendizado sobre classificação biológica, a atividade estimulou reflexões sobre a importância da preservação dos ecossistemas oceânicos, especialmente em uma cidade litorânea como Paripueira, cuja identidade ambiental, cultural e econômica mantém forte relação com o mar.
Roblox da Fotossíntese alia ciência e tecnologia digital
Outro destaque da programação foi o Roblox da Fotossíntese, desenvolvido pelo licenciando em Química Ever Gabriel, integrante do PIBID Interdisciplinar.
Utilizando a plataforma Roblox, o jogo apresenta conceitos relacionados ao processo de fotossíntese de forma imersiva e gamificada. A ferramenta aproxima os estudantes das Ciências da Natureza ao utilizar uma linguagem digital já presente no cotidiano de muitas crianças e adolescentes.
A atividade demonstra como ambientes virtuais podem ser empregados como recursos pedagógicos para tornar conteúdos científicos mais compreensíveis, participativos e interessantes.

Jogo educativo apresenta o ciclo de vida das tainhas
O público também participou do Desafio: Ciclo de Vida das Tainhas, atividade criada a partir de resultados de uma pesquisa científica publicada na revista Fisheries Research.
O jogo foi desenvolvido com base no artigo Assessing Intraspecific Variation in Life History Traits of Three Sympatric Tropical Mullets Using Age, Growth and Otolith Allometry, que analisa variações em características do ciclo de vida de três espécies tropicais de tainhas por meio de informações sobre idade, crescimento e alometria de otólitos.
Ao transformar dados científicos em uma experiência lúdica, a atividade possibilitou que os participantes compreendessem aspectos relacionados ao crescimento, ao desenvolvimento e à importância ecológica das tainhas.
A iniciativa também mostrou como resultados produzidos em pesquisas acadêmicas podem ultrapassar os espaços universitários e ser convertidos em recursos educativos acessíveis à comunidade.
Microscópios proporcionam experiência prática de investigação
Além dos jogos, a equipe do Ifal disponibilizou microscópios para que os participantes pudessem observar organismos e estruturas biológicas.
A atividade proporcionou contato direto com instrumentos utilizados em pesquisas científicas e despertou a curiosidade dos estudantes pela investigação, pela observação e pela construção do conhecimento.
Para muitas crianças e adolescentes, a experiência representou uma oportunidade de conhecer de perto elementos que normalmente são apresentados apenas em livros ou materiais didáticos.

PescApp contribui para o monitoramento da pesca artesanal
Outro importante recurso apresentado durante o evento foi o PescApp, tecnologia social desenvolvida no Ifal, com autoria técnica de Ednildo Macena.
O aplicativo foi criado para apoiar o monitoramento participativo da pesca artesanal, permitindo o registro de informações relacionadas aos desembarques pesqueiros.
Esses dados podem contribuir para pesquisas científicas, para o conhecimento da atividade pesqueira e para o desenvolvimento de estratégias mais sustentáveis de gestão dos recursos marinhos.
Em municípios costeiros como Paripueira, tecnologias dessa natureza podem fortalecer a aproximação entre pesquisadores, comunidades pesqueiras, instituições públicas e demais atores envolvidos na conservação ambiental e no uso sustentável dos recursos naturais.
Integração entre ensino, pesquisa, inovação e extensão
A equipe que representou o Ifal foi formada por estudantes do Ensino Médio e da graduação vinculados a projetos de ensino, pesquisa, inovação e extensão.
A participação conjunta evidencia como a integração entre essas áreas contribui para uma formação acadêmica mais ampla, permitindo que os estudantes apliquem conhecimentos, desenvolvam tecnologias, dialoguem com a sociedade e participem de ações com impacto direto nas comunidades.
Ao mesmo tempo, iniciativas como o “PELD é Comunidade” ampliam o alcance das pesquisas realizadas no ambiente acadêmico e aproximam o conhecimento científico das escolas e dos moradores dos territórios envolvidos.

Ciência, cultura oceânica e compromisso com a comunidade
Para a professora Jordana Rangely, a participação do Campus Benedito Bentes no evento reafirma o compromisso do Ifal com a popularização da ciência, a inovação e a extensão.
Segundo a docente, a iniciativa mostra que o conhecimento desenvolvido na instituição pode ser transformado em jogos, aplicativos e tecnologias educacionais capazes de despertar o interesse de crianças e jovens pela conservação da biodiversidade e pela cultura oceânica.
A presença do Ifal no “PELD é Comunidade” também reforça a importância de levar a ciência para além dos laboratórios e das salas de aula, conectando pesquisa, educação ambiental e participação social.
Em Paripueira, a programação proporcionou aos estudantes uma experiência de aprendizado dinâmica e próxima da realidade local, valorizando o conhecimento científico como instrumento de conscientização, transformação social e proteção dos ambientes costeiros e marinhos.



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